Conhecido por ser filho do, possivelmente, maior cantor e galã espanhol actual, nunca foi claro se herdara o talento para a música do seu progenitor. Sempre se ouviu mais falar do seu sinal que das suas músicas. Neste caso, filho de peixe não se sabe se nada, mas parece que se aguenta a boiar, pelo menos.
Não vou falar da inefável qualidade das melodias com que nos surpreende este artista, nem do seu categorizado tom de falsete e muito menos do seu corte de cabelo à empregado de mesa. Tudo isto me parece de importância diminuta quando vemos uns videoclipes e reparamos nas companhias, boas companhias num certo e determinado sentido, em que se encontra, e nas cenas tórridas, também boas num particular sentido, que são protagonizadas em conjunto.
No contexto das histórias retratadas o comum dos homens mortais estaria nos píncaros da lua, com um sorriso bem rasgado (e algo aparvalhado, acrescento) na face aberta, mas tal não podia ser mais longe da realidade no caso de Iglesias Júnior. Olhos lacrimejantes, choro compulsivo, um sofrimento estampado na cara como se lhe tivesse morrido a família toda, ou como se fosse o Cláudio Ramos, é o que se vê.
As razões podem ser inúmeras: Talvez não ache que as co-protagonistas estejam à sua altura. Talvez não goste de mulheres. Talvez tenha complexo de Édipo. Talvez sinta mesmo as bambochatas que canta. Talvez tudo lhe traga más memórias. Ou então falta-lhe sempre aquela prescrição de Xanax. Na volta ainda é adepto do Benfica (Por que não? – 14 milhões em todo o mundo!).
Aguardam-se sugestões para a resolução de um mistério que faz a Santa Trindade parecer mais acessível de repente.