Fadista, internacional símbolo do fado, do país Portugal.
Não só. É também uma referência para a razoavelmente grande comunidade portuguesa em Antuérpia. Come-se cozido à portuguesa, bebe-se super bock, vocifera-se autêntico asneiredo português,vê-se o benfica a jogar!
Então e porque raio tem a parede decorada com amplas gravuras da Sagrada Família, Granada?vislumbra-se também outra, uma sevilhana a dançar!
Será um apoiante da Ibéria?Será que pensa que tudo isto fica algures para os lados do Mondego?
Direi que na cabeça do Sr. Manuel é tudo a mesma merda..Até me admira não ter por lá a torre Eiffel!
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Nuremberga vs. Benfica: Análise a 65 minutos de jogo
Logo no início, ao ver a constituição da equipa, dava para perceber qual era a ideia da iluminária que temos como treinador: um treinador medroso dá lugar a uma equipa com medo dentro de campo e, como tal, o plano era jogar à retranca. Ora, isto é impensável para uma equipa como o Benfica! Há uma diferença clara entre jogar conscientemente, com respeito, e jogar com medo. Ao longo da época já deu para perceber que 3 jogadores - Petit, Katsouranis e Maxi Pereira - de cariz claramente defensivo naquele meio de campo fazem a equipa ficar pêrra e presa. A mentalidade e o discurso tacanho de um treinador fazem o resto...
Os golos sofridos são exactamente aquilo que um treinador que transmite essa maneira de pensar merece. Depois é correr, miseravelmente, atrás do resultado, quando as coisas podiam ser tão mais fáceis. Só substituições a partir dos 60/70 minutos porquê? Houve sorte, desta vez, e tenho quase a certeza que o Camacho ficou convencido de ter usado a melhor estratégia...
Não sei se o leitãozinho conseguirá apreciar convenientemente e aprender com aquilo que se passou. O Benfica tem de ser uma equipa que marca ritmos e faz o adversário dançar ao som da sua música! O que se ouviu hoje foi uma boa partitura de música pimba com sotaque de Múrcia, prontamente abafada por algo parecido com tirolês!
Subsecção especial dedicada a Luís Filipe
Palavras para quê? Este senhor consegue-me sempre surpreender com abrolhices novas, coisas que não são admissíveis a um jogador que jogue no Benfica. Fraco de cabeça, tem sempre a maior tremideira e a sua falta de categoria vê-se em jogos destes na Europa - como já tinha acontecido contra o Milan fora. Ele já tem quê? 28 anos? - A partir daqui é sempre a descer.
Aquele erro de hoje foi o que me fez ver só 65 minutos de jogo e não mais querer pensar sobre o assunto... Ele é uma nódoa, e uma nódoa que não sai nem com a Neo Blanc menos gentil e mais mal educada! Quase que me faz acender uma velinha a pedir uma suspensão ou uma lesão sua que o impeça de ser opção!
P.S.: Haverá pelo menos um post dedicado ao outro Luís Filipe, o Vieira, de cuja boca ouvimos já as coisas mais incríveis.
Os golos sofridos são exactamente aquilo que um treinador que transmite essa maneira de pensar merece. Depois é correr, miseravelmente, atrás do resultado, quando as coisas podiam ser tão mais fáceis. Só substituições a partir dos 60/70 minutos porquê? Houve sorte, desta vez, e tenho quase a certeza que o Camacho ficou convencido de ter usado a melhor estratégia...
Não sei se o leitãozinho conseguirá apreciar convenientemente e aprender com aquilo que se passou. O Benfica tem de ser uma equipa que marca ritmos e faz o adversário dançar ao som da sua música! O que se ouviu hoje foi uma boa partitura de música pimba com sotaque de Múrcia, prontamente abafada por algo parecido com tirolês!
Subsecção especial dedicada a Luís Filipe
Palavras para quê? Este senhor consegue-me sempre surpreender com abrolhices novas, coisas que não são admissíveis a um jogador que jogue no Benfica. Fraco de cabeça, tem sempre a maior tremideira e a sua falta de categoria vê-se em jogos destes na Europa - como já tinha acontecido contra o Milan fora. Ele já tem quê? 28 anos? - A partir daqui é sempre a descer.
Aquele erro de hoje foi o que me fez ver só 65 minutos de jogo e não mais querer pensar sobre o assunto... Ele é uma nódoa, e uma nódoa que não sai nem com a Neo Blanc menos gentil e mais mal educada! Quase que me faz acender uma velinha a pedir uma suspensão ou uma lesão sua que o impeça de ser opção!
P.S.: Haverá pelo menos um post dedicado ao outro Luís Filipe, o Vieira, de cuja boca ouvimos já as coisas mais incríveis.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Manifesto Regenerador
Não sei se tenho orgulho em viver num país em que a mediocridade é premiada. Porque é que a prática do engano e do logro é tantas vezes glorificada? Não existe uma cultura de mérito e de superação, do chamado fazer bem. E quando se apela à mesma recorre-se sempre a modelos impostos do exterior e pelas razões erradas: não é o tentar fazer bem em si, como um fim, mas sim o bicho da competitividade que nos atormenta e que nos ameaça devorar a todos. Estamos sempre a correr em direcção a nada!
Estou farto de tachos, de arranjinhos, de progressões na horizontal, dos facilitismos! Quero que arranjemos as nossas soluções para os nossos problemas em vez de andarmos sempre à espera, de mão estendida, que a UE nos resolva as situações! Fossem as energias que actualmente são dispensadas com esquemas à margem dos interesses gerais do país focados no que realmente interessa...
Há necessidade de uma certa reestruturação cultural: precisamos de auto-estima e crença nas capacidades de cada um. Acredito ser possível, embora difícil e muito gradual, que consigamos mudar o rumo da situação, isto sem perdermos a nossa identidade! Acho que está na hora de deixarmos de olhar para o passado em busca de referências e começarmos a construir novas, a fazer efectivamente História!
Estou farto de tachos, de arranjinhos, de progressões na horizontal, dos facilitismos! Quero que arranjemos as nossas soluções para os nossos problemas em vez de andarmos sempre à espera, de mão estendida, que a UE nos resolva as situações! Fossem as energias que actualmente são dispensadas com esquemas à margem dos interesses gerais do país focados no que realmente interessa...
Há necessidade de uma certa reestruturação cultural: precisamos de auto-estima e crença nas capacidades de cada um. Acredito ser possível, embora difícil e muito gradual, que consigamos mudar o rumo da situação, isto sem perdermos a nossa identidade! Acho que está na hora de deixarmos de olhar para o passado em busca de referências e começarmos a construir novas, a fazer efectivamente História!
Jantarada
É figura à mesa. Entre abundantes goladas do tinto que escolheu, entre garfadas do cabrito que aprova, enche a sala com as suas gargalhadas e cativa.
Perguntem-lhe pela crise política no Quénia, perguntem-lhe pelo semeio das batatas. Muito sabe este homem!
Hora do digestivo, diz lambão "um whisky on rocks"!
Vem o discurso, fala da obra feita, a obra fala por ele. Tem ambição, tem a câmara, levanta a voz, envia farpas aos adversários, que pregador!
Penso que não deve ficar pela câmara, avance, o país precisa de si!
Isto está para os disparatados.
Perguntem-lhe pela crise política no Quénia, perguntem-lhe pelo semeio das batatas. Muito sabe este homem!
Hora do digestivo, diz lambão "um whisky on rocks"!
Vem o discurso, fala da obra feita, a obra fala por ele. Tem ambição, tem a câmara, levanta a voz, envia farpas aos adversários, que pregador!
Penso que não deve ficar pela câmara, avance, o país precisa de si!
Isto está para os disparatados.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Vender a Mente
Num destes dias, enquanto fazia uma visita guiada pela bela cidade de Antuérpia, passando pelo "turístico" Red Light District, não pude deixar de fazer a minha mente divagar por uma certa questão:
O que me intrigou não foi a forma de ganhar a vida das trabalhadoras locais, mas sim os comportamentos contrastantes dos transeuntes: enquanto eu, como turista, num ambiente estranho e desconfortável, nunca conseguía fazer mais do que olhar de relance para as vitrinas em que o "produto" se encontrava, muitas pessoas locais não deixavam de olhar e examinavam com um olhar critico o que cada uma (ou um, ou entre os extremos!) lhes tinha para oferecer, antes de decidirem ou não dispor de tais serviços. Eu simplesmente não me conseguía abstrair das pessoas por detrás das vitrinas e dos corpos.
Foi um comportamento que não desconhecia, mas foi a primeira vez que atentei no mesmo: olhares completamente desapegados de tudo o resto, apenas na ânsia de algum prazer carnal, olhando para pedaços de carne em montra, um pouco como o cidadão comum quando vai ao supermercado e compra um bife, abstraindo-se da vaca por detrás do mesmo.
Pus-me então a pensar se me poderia julgar melhor pessoa do que alguém que usufruísse desses serviços, como a tradicional moral cristã imposta diz. Quanto a isto, sinto que por muito que se reprove o recurso a prostitutas, quer ele seja por necessidade quer pela maneira de ver as coisas, o simples facto de haver pontos de vista divergentes é indicador de não haver uma verdade absoluta sobre o tópico.
Para mim, mais que os actos em si, o fundamental será a maneira de cada um encarar o assunto: "Será vender o corpo uma actividade como as outras, podendo o recurso a ela ser pensado acriticamente?" "Será que a matriz de valores com os quais somos educados é flexível o suficiente para um dia, quiçá, podermos achar normais e naturais tais actividades?"- Estas são questões às quais não me sinto minimamente qualificado para responder mas, sendo o corpo o instrumento do espírito, não se terá, antes de vender o corpo, "vender" a mente?
O que me intrigou não foi a forma de ganhar a vida das trabalhadoras locais, mas sim os comportamentos contrastantes dos transeuntes: enquanto eu, como turista, num ambiente estranho e desconfortável, nunca conseguía fazer mais do que olhar de relance para as vitrinas em que o "produto" se encontrava, muitas pessoas locais não deixavam de olhar e examinavam com um olhar critico o que cada uma (ou um, ou entre os extremos!) lhes tinha para oferecer, antes de decidirem ou não dispor de tais serviços. Eu simplesmente não me conseguía abstrair das pessoas por detrás das vitrinas e dos corpos.
Foi um comportamento que não desconhecia, mas foi a primeira vez que atentei no mesmo: olhares completamente desapegados de tudo o resto, apenas na ânsia de algum prazer carnal, olhando para pedaços de carne em montra, um pouco como o cidadão comum quando vai ao supermercado e compra um bife, abstraindo-se da vaca por detrás do mesmo.
Pus-me então a pensar se me poderia julgar melhor pessoa do que alguém que usufruísse desses serviços, como a tradicional moral cristã imposta diz. Quanto a isto, sinto que por muito que se reprove o recurso a prostitutas, quer ele seja por necessidade quer pela maneira de ver as coisas, o simples facto de haver pontos de vista divergentes é indicador de não haver uma verdade absoluta sobre o tópico.
Para mim, mais que os actos em si, o fundamental será a maneira de cada um encarar o assunto: "Será vender o corpo uma actividade como as outras, podendo o recurso a ela ser pensado acriticamente?" "Será que a matriz de valores com os quais somos educados é flexível o suficiente para um dia, quiçá, podermos achar normais e naturais tais actividades?"- Estas são questões às quais não me sinto minimamente qualificado para responder mas, sendo o corpo o instrumento do espírito, não se terá, antes de vender o corpo, "vender" a mente?
domingo, 10 de fevereiro de 2008
sistema confiante
Antuérpia, como outras cidades flamencas apresenta uma variada gama de transportes públicos. Trams, o metro e frequentes autocarros encurtam distâncias na cidade minimizando os muito enervantes engarrafamentos.
O insólito neste aparentemente funcional sistema de transportes públicos é o ligeiro controlo de pagamento dentro dos trams. As pessoas entram, saiem sem que em situação alguma sejam interpeladas por um "pica". Há apenas uma máquina, colocada longe do olhar atento do condutor, objecto único em que se coloca a tarefa de cobrar bilhete.
Pelo que observei, toda a gente respeita o sistema, continuando este confiante da sua eficiência.
Estou convencido que basta a frequência de alguns imaginativos portugueses para se verem trams cheios sem bilhetes picados. Digo também que para além do não pagar, estes saiem do transporte público de sorriso aberto olhando em volta convencidos da sua criatividade, brilhantismo por contornar o sistema.
Não é brilho, é chico-espertice!
O insólito neste aparentemente funcional sistema de transportes públicos é o ligeiro controlo de pagamento dentro dos trams. As pessoas entram, saiem sem que em situação alguma sejam interpeladas por um "pica". Há apenas uma máquina, colocada longe do olhar atento do condutor, objecto único em que se coloca a tarefa de cobrar bilhete.
Pelo que observei, toda a gente respeita o sistema, continuando este confiante da sua eficiência.
Estou convencido que basta a frequência de alguns imaginativos portugueses para se verem trams cheios sem bilhetes picados. Digo também que para além do não pagar, estes saiem do transporte público de sorriso aberto olhando em volta convencidos da sua criatividade, brilhantismo por contornar o sistema.
Não é brilho, é chico-espertice!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Origem das Linhas
Primeiro e provavelmente único post conjunto.
Antuérpia, 7 de Fevereiro de 2008: Durante noite gastronómico-cervejeira surgiu a ideia, escrever de tudo quanto se pense, quando se queira, como se pretenda...
De Coimbra, "postam" dois amigos de longa data, com convicções próprias, tentando ser liberais e abertos de pensamento.Aqui nos apresentamos:
Afonso Almeida Costa e Pedro Coutinho Abreu, doravante AAC e PCA, respectivamente.
PS: Procuraremos coerência, despretenciosidade, não faremos das "linhas", que são naturais, um objecto de contribuição diária.
Antuérpia, 7 de Fevereiro de 2008: Durante noite gastronómico-cervejeira surgiu a ideia, escrever de tudo quanto se pense, quando se queira, como se pretenda...
De Coimbra, "postam" dois amigos de longa data, com convicções próprias, tentando ser liberais e abertos de pensamento.Aqui nos apresentamos:
Afonso Almeida Costa e Pedro Coutinho Abreu, doravante AAC e PCA, respectivamente.
PS: Procuraremos coerência, despretenciosidade, não faremos das "linhas", que são naturais, um objecto de contribuição diária.
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