domingo, 31 de maio de 2009
Eriksson no Benfica?
Numa altura em que se fala do Eriksson para o Sporting, mas nada está oficializado, descobre-se que o mesmo foi almoçar ao Guincho com o Toni. Enquanto aquele Cristóvão continua a mandar areia para os olhos de toda a gente, em especial sportinguistas, não vi ninguém fazer esta associação, mas o facto é que sempre achei estranha a ideia do Eriksson, treinador histórico do Benfica, ir para o Sporting. É que, em paralelo, também a saída do Quique/ entrada no Jesus no Benfica não está tratada, e tudo está indefinido... Será que o treinador que o "duo dinâmico" LFV-Rui Costa realmente quer é o Eriksson?
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Acerca do provincianismo
Já por diversas vezes falei de provincianismo com o amigo AAC. Acrescento à cavaqueira a contribuição do pensador Pessoa.
(…)O provincianismo consiste em pertencer a uma civilização sem tomar parte no desenvolvimento superior dela — em segui-la pois mimeticamente, com uma subordinação inconsciente e feliz. O síndroma provinciano compreende, pelo menos, três sintomas flagrantes: o entusiasmo e admiração pelos grandes meios e pelas grandes cidades; o entusiasmo e admiração pelo progresso e pela modernidade; e, na esfera mental superior, a incapacidade de ironia.(…)O amor ao progresso e ao moderno é a outra forma do mesmo característico provinciano. Os civilizados criam o progresso, criam a moda, criam a modernidade; por isso lhes não atribuem importância de maior. Ninguém atribui importância ao que produz.(…)Para o provincianismo há só uma terapêutica: é o saber que ele existe. O provincianismo vive da inconsciência; de nos supormos civilizados quando o não somos, de nos supormos civilizados precisamente pelas qualidades por que o não somos. O princípio da cura está na consciência da doença, o da verdade no conhecimento do erro. Quando um doido sabe que está doido, já não está doido.
Fernando Pessoa, in 'Portugal entre Passado e Futuro'
(…)O provincianismo consiste em pertencer a uma civilização sem tomar parte no desenvolvimento superior dela — em segui-la pois mimeticamente, com uma subordinação inconsciente e feliz. O síndroma provinciano compreende, pelo menos, três sintomas flagrantes: o entusiasmo e admiração pelos grandes meios e pelas grandes cidades; o entusiasmo e admiração pelo progresso e pela modernidade; e, na esfera mental superior, a incapacidade de ironia.(…)O amor ao progresso e ao moderno é a outra forma do mesmo característico provinciano. Os civilizados criam o progresso, criam a moda, criam a modernidade; por isso lhes não atribuem importância de maior. Ninguém atribui importância ao que produz.(…)Para o provincianismo há só uma terapêutica: é o saber que ele existe. O provincianismo vive da inconsciência; de nos supormos civilizados quando o não somos, de nos supormos civilizados precisamente pelas qualidades por que o não somos. O princípio da cura está na consciência da doença, o da verdade no conhecimento do erro. Quando um doido sabe que está doido, já não está doido.
Fernando Pessoa, in 'Portugal entre Passado e Futuro'
terça-feira, 12 de maio de 2009
A Insustentável Leveza do Ser

Acerca de pares contrários Parménides no século VI a.C. aponta luz/sombra; quente/frio; ser/não ser. Os pólos positivos seriam naturalmente: luz, quente, ser.
Atente-se ao par leveza/pesado. Parménides não vacilaria, leveza como positivo, como liberdade, voar…
Mestre Kundera vacila e remete para a harmonia amorosa intemporal do encontro de dois corpos, mulher recebe o fardo do corpo masculino, intensidade ímpar.
Leiam, se quiserem, A Insustentável Leveza do Ser. Não é literatura “light”. Mais uma vez a leveza é ambígua.
Atente-se ao par leveza/pesado. Parménides não vacilaria, leveza como positivo, como liberdade, voar…
Mestre Kundera vacila e remete para a harmonia amorosa intemporal do encontro de dois corpos, mulher recebe o fardo do corpo masculino, intensidade ímpar.
Leiam, se quiserem, A Insustentável Leveza do Ser. Não é literatura “light”. Mais uma vez a leveza é ambígua.
Disclaimer pós-Queima
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