quinta-feira, 29 de maio de 2008

Algumas notas sobre as privatizações em Portugal, parte 2

As privatizações deveriam já ter acabado com a distribuição aos políticos de altas posições administrativas em empresas públicas e participadas. Também em várias empresas privadas de importância estratégica as mais altas posições de gestão são ocupadas por “ex-políticos”. Estas intricadas ligações não promovem a competência nas empresas Portuguesas. Elas diluem os progressos potenciais das privatizações.

Não será a boa gestão um importante requisito para a eficiência económica? Sim, evidentemente. Não serão as privatizações, primariamente, um meio para aumentar a eficiência nos mercados? Deveriam ser. As privatizações devem ter como objectivo aumentar o bem-estar social. Este deve ser o objectivo dos policy-makers.

Algumas notas sobre as privatizações em Portugal, parte 1

Nos anos 80 e 90 o Estado tinha uma presença sufocante numa grande variedade de sectores. É inegável admitir a importância das privatizações no sentido da redução desta presença ineficiente. No entanto, actualmente não existem muitas empresas no Sector Público passíveis de serem privatizadas. Partindo de um maciço Sector Público, com o actual ritmo de privatizações, Portugal apresentará uma oposta distribuição de propriedade.

Verifica-se uma aparente incoerência entre a persistência de várias golden-shares com o ritmo apressado do processo de privatizações. Privatizar uma empresa requer confiança no mercado, confiança em melhor gestão, melhor desempenho resultando em níveis mais elevados de eficiência. A existência de golden-shares é muitas das vezes justificada por razões de interesse público. Na minha opinião o Estado não deve privatizar empresas quando o interesse público realmente requer a sua presença. É legítimo conservar alguns serviços públicos, parte da cultura do Estado Social.

Na teoria económica está bem atestado que nem todos os mercados têm condições para permanecerem competitivos. Há aqueles que defendem a propriedade pública das empresas e aqueles que favorecem a propriedade privada. Em Portugal existem muitos defensores de uma solução mista, propriedade maioritariamente privada complementada com regulação e com golden-shares estatais. Por se envolver em decisões estratégicas das empresas, os governos serão apanhados em teias de interesses privados. Estes privados irão mais tarde solicitar tratamento especial em áreas onde o governo legisla e elege os reguladores.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Falando de trabalho duro


“Vocês não sabem quanto pesa um balde de cimento. Quando se lhe pega parece que está agarrado ao chão!”

Por Professor Mota

terça-feira, 20 de maio de 2008

Tropa de Elite - O filme


Um filme bem ao gosto refinado de PCA e AAC.

Tem funk brasileiro, tem favelas, tem sobressalto e um personagem (capitão Fábio) que fala como o Mozer, sem concordância no género e no número.
Junte-se corrupção na inoperante polícia (PM), um sistema infectado por esquemas ilícitos, com traficantes de droga vigorosos!
Quem equilibra a contenda? O BOP, tropa de elite. Capitão Nascimento, Neto e Matias! Um oásis de honestidade e inconformismo.

O filme tem ritmo e cativa. Tem também excelentes interpretações. A ver e rever.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Um Senhor Dentro e Fora do Campo



Dos poucos jogadores que posso dizer que realmente idolatrei. Resta esperar que seja pelo menos tão bom a director desportivo como foi a mago número 10. Bem precisamos!

Nunca te esqueceremos. Boa sorte e obrigado, Maestro!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Homem do partido

Acerca da disputa da liderança no PSD, tem-se discutido insistentemente o perfil de Pedro Passos Coelho. Uns defendem-no como grande liberal, outros ripostam que nunca deve ter lido Hayek entre outros clássicos. Questiona-se se não será demasiado novo. Questiona-se também se o seu percurso político não será demasiado curto para tão importante cargo.

Será a avaliação do seu percurso político questão fundamental? Eu perguntaria “ Já trabalhou? Em quê? Quanto tempo? “

Para “homens do partido” já chega o primeiro-ministro.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Orquestra Videogames Live

Já pareço o Pacheco Pereira, mas isto é para aquele nicho de pessoas a quem as músicas de videojogos mais marcaram a infância, que gostam presentemente de música clássica.