sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Manifesto Regenerador

Não sei se tenho orgulho em viver num país em que a mediocridade é premiada. Porque é que a prática do engano e do logro é tantas vezes glorificada? Não existe uma cultura de mérito e de superação, do chamado fazer bem. E quando se apela à mesma recorre-se sempre a modelos impostos do exterior e pelas razões erradas: não é o tentar fazer bem em si, como um fim, mas sim o bicho da competitividade que nos atormenta e que nos ameaça devorar a todos. Estamos sempre a correr em direcção a nada!

Estou farto de tachos, de arranjinhos, de progressões na horizontal, dos facilitismos! Quero que arranjemos as nossas soluções para os nossos problemas em vez de andarmos sempre à espera, de mão estendida, que a UE nos resolva as situações! Fossem as energias que actualmente são dispensadas com esquemas à margem dos interesses gerais do país focados no que realmente interessa...

Há necessidade de uma certa reestruturação cultural: precisamos de auto-estima e crença nas capacidades de cada um. Acredito ser possível, embora difícil e muito gradual, que consigamos mudar o rumo da situação, isto sem perdermos a nossa identidade! Acho que está na hora de deixarmos de olhar para o passado em busca de referências e começarmos a construir novas, a fazer efectivamente História!

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