terça-feira, 29 de abril de 2008

Orquestra Videogames Live

Já pareço o Pacheco Pereira, mas isto é para aquele nicho de pessoas a quem as músicas de videojogos mais marcaram a infância, que gostam presentemente de música clássica.







segunda-feira, 28 de abril de 2008

Tony - 20 Anos de Carreira


Nado e criado em Armadouro, na Pampilhosa da Serra e em plena Beira, António Manuel Mateus Antunes aos onze anos de idade imigrou prà França, que se tornou a sua segunda pátria. O seu "sonho de menino", como refere na canção, era ser cantor, e pode-se dizer acertou na mouche. A adopção de um sonante nome artístico foi jogada de mestre, e hoje em dia o nome Tony Carreira é sinónimo de canções românticas. Agora são os clubes de fãs, as produções em grande escala, os camiões TIR, os grandes coros e bandas, actuando sempre nas melhores salas nacionais e internacionais.

Com inúmeros sucessos ao longo da carreira como: "Ai Destino"; "Sonhador sonhador"; "Depois de ti (mais nada)"; "Meu herói pequeno"; entre outros, a vida corre bem ao multi-platinado artista, que, qual chanteur de renome, nos brinda também com CDs e DVDs de grandiosos concertos ao vivo. Tony é também multi-facetado, sendo que a sua versatilidade é testada tanto em duetos, como quando o poliglota lança albuns inteiros em francês. De destacar a participação na grande produção "Mãe Querida" e uma grande amizade com Dino Meira, a quem dedicou a música "Adeus Amigo", a título póstumo.

A realidade não podia ser mais distante daquela do antigamente obscuro António Antunes, que participou no Festival RTP da canção em 1988, na nossa conhecida Figueira da Foz. Há que reconhecer o mérito quando ele existe, e Tony conseguiu destacar-se do restante panorama dito pimba da música nacional, as suas canções são transversais a classes sociais e idades, vendo-se de tudo um pouco nas multidões que move. O artiste tem o condão de agregar massas quando realiza concertos, não sendo inéditas histórias de fãs que ficam à espera horas e horas à porta dos recintos (muitas vezes até dormindo!), formando filas intermináveis, na ânsia de um lugar mais perto do "seu" Tony.

O guru do romantismo portuga-saudosista-emigrante, como gosto de lhe chamar, esgota Olympias em Paris, Coliseus e Pavilhões Atlânticos em Lisboa, por vezes em noites seguidas! Temos que aquele que é possivelmente mais bem sucedido artista nacional celebrou recentemente 20 anos de carreira, um marco que se torna ainda mais assinalável quando se pensa que a maior fatia da sua celebridade é exercida por cá. São raros os exemplos entre nós que se mantêm a um bom nível por tanto tempo, e em Março o nosso Tony tinha procura para três concertos em dias seguidos no Pavilhão Atlântico, só realizando dois à cause do concerto dos andrógenos Tokio Hotel.


Bem estabelecido na vida, com uma massa adepta de fazer inveja a clube grande, Tony tem fãs por todo o Portugal e na comunidade imigrante em França. Trata agora de, a seu ritmo, produzir canções para os apaixonados e de lançar a carreira do seu filho Mickael (confesso que não sei se é nome artístico), Carreira também de nome, de quem se diz ter estado envolvido com Floribella (mas antes do ensaio desta para a FHM, num claramente mau timing). Esta é a minha hommage aos vingt-ans de carreira daquele que se pode dizer ser, com todas as letras, Um Artista Português!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Bengaladas

O uso das denominadas bengalas linguísticas é generalizado. Não nos engrandecem o discurso, antes pelo contrário. Atente-se na bengala “é assim”. “É assim, o Luís Filipe é um belíssimo lateral direito”. Como é notório, não é nada assim! Defendo o “é assim” para a enunciação de verdades absolutas. O problema, é definir o que é uma verdade absoluta…

Já que gostamos de dar bengaladas, ao menos que se utilize a melhor, “Tás a ver”. Fica sempre bem. No início, no meio, no final da frase.

É daquelas coisas que o Big Brother 1 me ensinou. Tal como não contrariar o Marco!

domingo, 6 de abril de 2008

Breves impressões sobre a cidade de Antuérpia


1. A cerveja, de receita ancestral ou a intragável da night shop, aglutina os nórdicos com os latinos, os de leste também.
2. A chuva e o vento formam o carácter. Um qualquer raio de sol é pretexto para se fazer uma festa pagã no meio da rua.
3. Multicultural, avançada. Coexistem os abastados das casas abertas ao rio, com os judeus ortodoxos embutidos no seu distrito imune à passagem do tempo.

É para todos os gostos, um tour aconselha a passagem pelas ruas de alta-costura como também pelo red light district.
Os contrastes dão graça a tudo isto.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Ninjas, Zombies, Freiras Lésbicas...

Um clássico... O filme valeria bem o preço do bilhete!

sábado, 29 de março de 2008

O Mistério de Enrique Iglesias

Conhecido por ser filho do, possivelmente, maior cantor e galã espanhol actual, nunca foi claro se herdara o talento para a música do seu progenitor. Sempre se ouviu mais falar do seu sinal que das suas músicas. Neste caso, filho de peixe não se sabe se nada, mas parece que se aguenta a boiar, pelo menos.

Não vou falar da inefável qualidade das melodias com que nos surpreende este artista, nem do seu categorizado tom de falsete e muito menos do seu corte de cabelo à empregado de mesa. Tudo isto me parece de importância diminuta quando vemos uns videoclipes e reparamos nas companhias, boas companhias num certo e determinado sentido, em que se encontra, e nas cenas tórridas, também boas num particular sentido, que são protagonizadas em conjunto.

No contexto das histórias retratadas o comum dos homens mortais estaria nos píncaros da lua, com um sorriso bem rasgado (e algo aparvalhado, acrescento) na face aberta, mas tal não podia ser mais longe da realidade no caso de Iglesias Júnior. Olhos lacrimejantes, choro compulsivo, um sofrimento estampado na cara como se lhe tivesse morrido a família toda, ou como se fosse o Cláudio Ramos, é o que se vê.

As razões podem ser inúmeras: Talvez não ache que as co-protagonistas estejam à sua altura. Talvez não goste de mulheres. Talvez tenha complexo de Édipo. Talvez sinta mesmo as bambochatas que canta. Talvez tudo lhe traga más memórias. Ou então falta-lhe sempre aquela prescrição de Xanax. Na volta ainda é adepto do Benfica (Por que não? – 14 milhões em todo o mundo!).

Aguardam-se sugestões para a resolução de um mistério que faz a Santa Trindade parecer mais acessível de repente.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Cantus

Falemos de tradições. O Cantus é uma famosa actividade entre os estudantes belgas, envolve canções tradicionais e beber cerveja. É estruturado de acordo com rigorosas regras. Vejamos, existe um responsável por manter a ordem na sala e pela punição dos desordeiros (Senior), existe uma série de termos em latim, específicos para a ligação entre o Senior e o resto das pessoas (Corona).

Deixando de lado os formalismos, a coisa descamba. E de que maneira! Depois da rápida ingestão de generosas quantidades de cerveja, embalados pela cantoria desenfreada a festa ganha tons surreais.

Substituindo-se os cinzentos belgas por alegres erasmus a casa vai abaixo.