Nestes dias, sempre que me perguntam sobre o trabalho, por muito interessantes que sejam as coisas que se passam, eu não posso adiantar muito pela natureza confidencial dos negócios. A conversa chega a um impasse sempre que o assunto é avançar detalhes. Fica tudo tão genérico que mais parece o horóscopo da Maya ou do Oráculo de Belline. Nem com a família se facilita. Aqui vai uma conversa tipo das que tenho tido na última semana com um indivíduo X:
(O indivíduo X poderá ser o meu Pai; a minha Avó; um amigo; a empregada; o canário do vizinho; ou até uma qualquer pessoa que se julga íntima mas cujo nome eu não sei, dai a tratar por X mesmo)
- Então AAC, que tal a primeira semana de trabalho?
- Ah e tal, isto do trabalho não é fácil, muitas horas por dia... Deves imaginar X...
- Mas tudo sobre rodas? Andam a correr bem as coisas?
- Sim X, ainda estou numa fase inicial de aprendizagem, mas ando a descobrir coisas interessantes...
- Ah sim? Então que coisas é que andas a fazer AAC?
- Ando a mexer em modelos de avaliação de empresas em excel e a fazer apresentações em powerpoint.
- Sim, mas especificamente de que empresas/negócios andas a tratar?
- Não posso dizer, sigilo bancário...
Silêncio desconfortável no ar, o indivíduo X fica a olhar para mim com ar de poucos amigos por pensar que eu me acho demasiado importante para lhe adiantar detalhes. Dá para ver que, para o X, o sigilo bancário é apenas uma protecção dos interesses e uma ajuda às falcatruas dos banqueiros. Eu levo com olhares de censura por diversos motivos. Até que tento sair do impasse com o meu requintado leque de temas de conversa.
- Viste o Benfica X? Miserável, aquele Quique Flores!
- Sim, táctica de merda... Só me apetece matar o Di María!
(...)
Assunto esquecido e resolvido. Nota mental: não há conversa que uma crítica gratuita e irracionalmente furiosa ao Benfica não desbloqueie.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
domingo, 29 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
Jornal de Negócios - Artigo
A quem interessar política da concorrência e afins:
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=359040
Com direito a comentários desconexos, ao melhor estilo do Record-online.
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=359040
Com direito a comentários desconexos, ao melhor estilo do Record-online.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
TVI 24
Estranhamente, a TVI convenceu-se que que sabe dar notícias e hoje arranca a emissão da TVI 24. Como se já não fosse suficiente todos os dias às 8, agora temos de aturar 24 horas por dia de Jornal Nacional: 24 horas de "exclusivos TVI" com histórias ridiculamente bizarras, com um jornalismo não isento e uma tela com cores fortemente saturadas.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Into the Wild, o filme
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Cafuné
À boa maneira do Super-homem - o que não anda longe da realidade -, esta é a minha criptonite. De repente, perco a minha super força, deixo de conseguir voar e não consigo usar o meu olhar laser. Se houvesse um exército formado exclusivamente por AACs, o que bastava para o travar era uma horda de "cafuneiras", e nem precisavam de ser particularmente habilidosas. É como vencer um urso - no sentido estritamente metafórico - com mel.
O cafuné é a minha maior fraqueza. Se alguém (do sexo feminino, estamos entendidos) me quiser deixar totalmente vencido e vulnerável, a maneira mas fácil será fazendo-me o belo do cafuné. Sou tão vulnerável ao cafuné que, quando vou cortar o cabelo, frequentemente adormeço quando me estão a lavar a cabeça. Fico catatónico. Sempre que me fazem cafuné fico num estado tão vegetativo que se começa a discutir a questão da eutanásia à minha volta.
Apesar de me fazer perder os super poderes, para mim o cafuné é a melhor invenção depois do fogo. A meu ver, poucas coisas se lhe comparam. Faz-me entrar num estado transcendental e viajar por mundos desconhecidos, e isto sem aditivos químicos ou herbais. Nem só de cafuné vive o Homem, mas o facto é que eu gosto tanto que acho que consigo sobreviver com apenas uma sessão de 15 minutos de cafuné e 3 copos de água por dia.
O cafuné devia ser elevado simultaneamente ao estatuto de arte e ciência. O cafuné devia ser subsidiado. O cafuné é o caminho. O cafuné é paz. O cafuné faz com que os problemas na vida desapareçam. O cafuné acaba com a crise. O cafuné é qualidade de vida. O cafuné é o ponto de partida para um mundo melhor.
Aceitam-se voluntárias à prossecução desta bela disciplina. Eu próprio darei o corpo ao manifesto e sacrificar-me-ei como cobaia. Em nome do progresso!
O cafuné é a minha maior fraqueza. Se alguém (do sexo feminino, estamos entendidos) me quiser deixar totalmente vencido e vulnerável, a maneira mas fácil será fazendo-me o belo do cafuné. Sou tão vulnerável ao cafuné que, quando vou cortar o cabelo, frequentemente adormeço quando me estão a lavar a cabeça. Fico catatónico. Sempre que me fazem cafuné fico num estado tão vegetativo que se começa a discutir a questão da eutanásia à minha volta.
Apesar de me fazer perder os super poderes, para mim o cafuné é a melhor invenção depois do fogo. A meu ver, poucas coisas se lhe comparam. Faz-me entrar num estado transcendental e viajar por mundos desconhecidos, e isto sem aditivos químicos ou herbais. Nem só de cafuné vive o Homem, mas o facto é que eu gosto tanto que acho que consigo sobreviver com apenas uma sessão de 15 minutos de cafuné e 3 copos de água por dia.
O cafuné devia ser elevado simultaneamente ao estatuto de arte e ciência. O cafuné devia ser subsidiado. O cafuné é o caminho. O cafuné é paz. O cafuné faz com que os problemas na vida desapareçam. O cafuné acaba com a crise. O cafuné é qualidade de vida. O cafuné é o ponto de partida para um mundo melhor.
Aceitam-se voluntárias à prossecução desta bela disciplina. Eu próprio darei o corpo ao manifesto e sacrificar-me-ei como cobaia. Em nome do progresso!
sábado, 7 de fevereiro de 2009
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